Sempre fui introspecto, observador e tive muita dificuldade de me expressar verbalmente.
Meu mundo era uma viagem pelo mundo das idéias e fantasias, ficava mais tempo fora do mundo real do que dentro.
Quando cresci precisei de uma válvula de escape, um companheiro e foi na escrita que encontrei o que precisava.
No inicio, foi uma relação gostosa, sem compromisso, apenas prazer e um mundo inteiro livre para escrever. Era-mos só eu e as palavras.
Com o tempo, a relação passou a ser complicada e desgastante, quando outros começaram a fazer parte desse mundo. Deixei de escrever apenas para mim, passei a escrever para o mundo. Passou de brincadeira para desafio.
As palavras são tesouros, guardo-as no coração e são intermináveis , a cada aventura literária sempre faço uma pilhagem de grande valor e o levo por toda vida.
Hoje, minha relação com a escrita é um romance apaixonado, conturbado as vezes, sereno em alguns instantes e furioso quase sempre. Escrevo para falar de amor, ódio, e de tudo mais que minha alma queira botar para fora.
Solto o verbo, largo as palavras, tudo se alinha no caos do pensamento, no fim o sentido se une ao sentimento, uma lágrima escorre em cada verso e um sorriso se esboça no ponto final.