Respiro e afundo,
já não sinto meu corpo,
me entrego nas profundezas,
vago solto por um imenso vazio.
Preencho os espaços com pensamentos,
tento criar os mais belos esboços.
Cometo erros,
erros irreparáveis,
e acontece, não dá pra evitar,
se aprende com eles,
mas é preciso reconhecê-los,
é doído reconhecê-los.
Falta ar,
não consigo gritar,
pequenas pontadas em meu coração,
já posso tocar o fim.
Não sei quem estará lá no final,
nem se terá alguém pra lembrar,
mas considero a idéia de que não sou pequeno,
não passo despercebido,
Sou no mínimo um incômodo.
Minha mente se cansa de expressar as palavras que não possuem formas, nem ações, são explicações para o incompreensivel e pura perda de tempo.
Meu peito dói e eu sei por que,
Sinto uma ânsia,
Entediado,
Meus pés pedem estradas,
Sendo um andarilho nunca tenha paz,
Caminhe sem parar,
O fim, o estacionamento é a MORTE.
Um comentário:
mandou bem cara. curti mesmo. já começa intenso, parabéns.
abs
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